Política

Otto Alencar é cotado como candidato ao governo do estado em 2018

Troca de par
Líderes políticos que integram a tropa de choque de Otto Alencar (PSD) consideram cada vez mais real a candidatura do senador ao governo do estado em 2018. Desde o fim das eleições, prefeitos do interior e deputados do PSD sondam cardeais de partidos alinhados ao Palácio de Ondina sobre a possibilidade de apoio a uma eventual chapa encabeçada por Otto.

O resultado das conversas animou os correligionários do senador. A princípio, três fatores fortaleceram a hipótese: as insatisfações da base aliada com o governador Rui Costa (PT), o crescimento do PSD na disputa deste ano e a rejeição do eleitorado aos petistas. As avaliações levam em conta também a falta de nomes do PT com musculatura para enfrentar o DEM na sucessão estadual. Antes de levar a ideia adiante, contudo, o grupo de Otto vai aguardar os próximos movimentos do ex-ministro Jaques Wagner. Aos principais interlocutores, o senador deixou claro que sua lealdade se restringe a Wagner. Caso tenha aval do parceiro, entra no páreo sem problemas.

Bolsa-Avião
A maioria dos contribuintes não sabe, mas eles pagam para o deputado José Rocha (PR) parte do combustível usado em seu avião, que fez ontem um pouso forçado em Coribe, no Oeste do estado. Comprada por Rocha em 1996, a aeronave Sêneca, de prefixo PT-ERC,  aparece com frequência na lista de gastos bancados pela Câmara com recursos da cota para o exercício parlamentar.

Somente de janeiro a setembro, o deputado consumiu cerca de R$ 25 mil para abastecer o jatinho particular com verbas públicas, segundo dados divulgados pelo portal de transparência da Casa. As informações sobre o avião envolvido no acidente, com Rocha e um grupo de amigos a bordo, podem ser facilmente consultadas no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Contra-ataque judicial
O governador Rui Costa ganhou um minuto de direito de resposta na propaganda eleitoral do candidato do PMDB a prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão. Em decisão que será divulgada hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral, o juiz Paulo Roberto Lyrio Pimenta acatou os argumentos apresentados pelos  advogados do petista e considerou ofensivas à honra e inverídicas as acusações que ligam Rui a um esquema de caixa 2 de campanha, veiculadas no programa de Herzem na TV.

“Dada a atual conjuntura política do país, certamente que atribuir a um governador de estado a pecha de investigado pela Polícia Federal guarda amplo potencial de macular a sua honra e a boa fama junto à população”, diz Pimenta.

Mancha de dendê
A Bahia ocupará novamente a vitrine das futuras etapas da Lava Jato. À Satélite, fontes ligadas à força-tarefa da operação em Curitiba afirmaram que policiais federais do Paraná foram deslocados para novas diligências no estado. As investigações são concentradas em empresas que surgiram recentemente no radar da operação, todas sob suspeita de servirem para lavagem de dinheiro e pagamentos de propina. Partidos e políticos também fazem parte da lista de alvos baianos da Lava Jato.

Rede antissocial
O Facebook foi condenado em duas ações na Justiça Eleitoral baiana a excluir imediatamente  perfis fakes utilizados na guerrilha virtual pelo comando da prefeitura de Lauro de Freitas. Uma das páginas foi usada para disseminar conteúdo contra a prefeita eleita Moema Gramacho (PT) durante a campanha. Outras duas eram voltadas a ataques ao candidato do PSDB, Mateus Reis. Em ambas as decisões, o Facebook é criticado por se negar a cumprir, sem justificativa, reiteradas decisões judiciais sobre os casos. CORREIO

Foto: Internet

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