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Torcedores do CRB matam pai de goleiro que torcia para o CSA

O extremismo das torcidas organizadas faz mais uma vítima. Desta vez, no estado de Alagoas, onde Pedro Lúcio dos Santos, de 47 anos, foi brutalmente assassinado com golpes de barra de ferro. Ele era pai de um jogador da categoria de base do Clube de Regatas Brasil (CRB), tradicional time de futebol do estado que tem como seu principal rival o Centro Sportivo Alagoano (CSA), o qual Pedro era torcedor.

e Alagoas, foi assassinado por um grupo de torcedores da própria equipe, em Maceió.
A vítima, que era torcedora do Centro Sportivo Alagoano (CSA), time rival, foi abordada por quatro homens, que o agrediram com barras de ferro na cabeça. Testemunhas informaram à polícia que os bandidos vestiam a camisa de uma organizada do CRB.

Peu, como era conhecido, foi assistir à partida do CSA contra o Confiança, na quinta-feira (4), no Estádio Rei Pelé. Na ocasião, ele vestia a camisa do seu clube de coração. Depois do jogo, ele caminhou até um churrasquinho próximo ao local, como costumava fazer. “Foi nesse momento que pararam quatro carros e duas motos. Eles [os ocupantes] já desceram do carro com barras de ferro, facas e garrafas. Aí começou a correria. Ele ficou aperreado e não sabia para onde correr. Todo mundo correu para a pista [Avenida Siqueira Campos]. Só ele correu no sentido praia. Depois que foi agredido ele ficou meia hora caído no chão”, relatou a filha de Peu, Jessyca Milena, de 25 anos, em entrevista ao G1. Ela disse, ainda, que o pai não fazia parte de torcidas organizadas.

Pedro morreu por traumatismo craniano, domingo (7), no Hospital Geral do Estado (HGE), de Maceio, onde estava internado desde a quinta-feira.

A vítima era pai de Pedro Ariel, de 15 anos, goleiro da equipe sub-17 do CRB. O jovem é um dos destaques do time e recentemente disputou a Copa do Nordeste da categoria.  “Ele amava o time, não perdia um jogo. Nunca se envolveu em briga. Ele era um cara alegre, feliz. Para ele não existia tempo ruim. Aonde chegava deixava alegria, sabia entrar e sabia sair”, acrescentou Jessyca.

Apesar de o filho atuar no time rival, ele apoiava a carreira de Pedro Ariel. Cristiane Silva, mãe do jovem, disse que o jovem não decidiu seu futuro. “Ele ainda não conversou a fundo sobre o assunto [continuar jogando no CRB, mas estamos dando o tempo dele e explicamos para ele que quem matou o pai dele não foi a torcida do CRB, foram criminosos que usam o clube como desculpa para fazer essas coisas”, disse ela, em entrevista ao UOL.
Inquérito vai pedir imagens de câmeras de segurança
A Polícia Civil informou que foi aberto inquérito para investigar o crime e que vai pedir as imagens das câmeras de segurança da região.

Apósa confirmação da morte encefálica, a família autorizou a doação dos órgãos da vítima. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da capital alagoana. Os quatro suspeitos ainda não foram identificados.
 

 

(Varela Net).

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