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Veja 4 dicas de infectologistas para afastar o mosquito da dengue

Os casos de dengue no Brasil estão aumentando no início deste ano. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS), foram notificados 232.990 registros no país só nas quatro primeiras semanas de 2024. Minas Gerais, Acre e o Distrito Federal decretarem situação de emergência pela doença.
Alguns municípios em situação crítica já começaram a receber a vacina contra a dengue, porém, enquanto o imunizante ainda não está disponível em larga escala, é preciso ficar atento às medidas de proteção individual do mosquito Aedes aegypti.
A Folha de S.Paulo conversou com infectologistas para esclarecer quais são as medidas mais eficazes no combate e proteção à dengue. Veja abaixo.
 

REPELENTES
Os especialistas ouvidos pela reportagem confirmam que os repelentes são altamente recomendados na proteção contra a picada do mosquito. Todavia, é preciso ficar atento a que tipo de repelente usar.
Hoje, há três substâncias recomendáveis na composição dos repelentes para o uso e tidas como eficazes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
São elas o DEET (N-dimetil-meta-toluamida ou N,N-dietil-3-metilbenzamida), IR3535 (Ethyl butylacetylaminopropionate) e a icaridina (Hydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate ou Picaridin).
A depender da composição, alguns repelentes terão proteção por maior ou menor tempo. Segundo Fábio Bombarda, médico infectologista da Santa Casa de Araçatuba, independentemente da escolha, é preciso estar atento às indicações de utilização disponíveis no rótulo, reaplicando após o fim do período de efeito ou após o banho.
“O certo é utilizar até no máximo três vezes ao dia apenas nas áreas expostas. E, ao aplicar o repelente com outros produtos, como hidratante, protetor solar ou maquiagem, sempre passar o repelente por último”, comenta o especialista da Santa Casa.
No que diz respeito ao uso infantil, é preciso estar atento, já que nem todas as composições são de uso pediátrico.
Existem ainda produtos registrados contendo substâncias naturais como citronela, andiroba e óleo de cravo, porém não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa até o momento, esclarece o infectologista Ivan França, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
INSETICIDAS

Inseticidas em spray ou de tomadas ajudam a matar os mosquitos adultos, principalmente em ambientes fechados.
Para Bombardi, é preciso só ter cuidado com o perfil de segurança, especialmente se tiver animais em casa, pessoas alérgicas e/ou com problemas respiratórios.
Esses produtos funcionam, desde que usados em conjunto com outras medidas, pois sua eficácia é limitada, comentam os especialistas. O método mais eficaz de controle manual é eliminar os criadouros do mosquito.

 

TELAS E MOSQUITEIROS

Uma medida simples e de alta eficácia é o uso de mosquiteiros e telas, conta Fábio Bombarda.
“Uma forma de proteção é o uso de roupas que cubram a maior parte do corpo, mas sabemos que, principalmente no verão, isso é inviável. Então, o uso de mosquiteiros e telas nas janelas ajudam bastante. É uma forma extremamente mecânica e natural de você evitar que os mosquitos entrem, protegendo principalmente as crianças pequenas que ainda não podem usar repelente”, diz o médico da Santa Casa de Araçatuba.
De acordo com França, o cloro não é a medida mais eficaz para os ralos. O melhor é mantê-los fechados e, se não for possível, colocar as telas —assim o mosquito não vai conseguir passar para colocar seus ovos.

 

ELIMINAÇÃO DOS CRIADOUROS

Não há ação de maior combate à dengue do que prevenir a proliferação do mosquito. Em outras palavras, o melhor método de proteção é se certificar de que não há criadouros dentro de casa.
“Além disso, sempre que for visitado por um agente de saúde, receba-o bem, deixe que ele faça a inspeção e forneça as informações solicitadas”, diz o especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Os infectologistas dão algumas dicas de ações para revisão e proteção da casa:
Verificar as calhas (removendo folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas);
Manter a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada;
Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada;
Fechar os ralos com telas;
Eliminar entulhos;
Limpar sempre que possível vasos, potes, pratinhos e outros objetos que acumulam água (mesmo que secos).
A última dica, segundo Bombarda, é de fundamental importância, pois, mesmo em ambientes que secam naturalmente, os ovos do Aedes aegypti podem ficar ali conservados por até um ano e meio. “Quando a gente elimina o criador do mosquito, a gente elimina o mosquito.”

 

 

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