A cidade de Feira de Santana era utilizada por uma organização criminosa como um ponto estratégico (“hub”) para o armazenamento e a distribuição de cocaína destinada a Salvador e a diversos outros municípios baianos. A conclusão é da Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que deflagrou nesta quarta-feira (7) a Operação Leakage.
Segundo o diretor do Denarc, delegado Ernandes Reis, em entrevista ao portal Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o entorpecente era adquirido no Paraguai, atravessava o estado do Paraná por via terrestre e chegava a Feira de Santana. Na cidade, o grupo alugava galpões para estocar a droga até que veículos menores fizessem o transporte fracionado para os destinos finais.
“Feira de Santana acaba sendo um hub. A droga chega em Feira de Santana, é armazenada em galpões que são locados pela organização criminosa e, a partir dali, ela é distribuída para outras cidades. Pela via terrestre, acaba que a droga, para chegar em Salvador, tem que passar por Feira de Santana”, explica o delegado.
Foto: Reprodução / Acorda Cidade
Fruto de cerca de um ano de investigações, a operação permitiu à Polícia Civil mapear a estrutura hierárquica do grupo e definir a função de cada integrante. “A gente conseguiu identificar quem comandava, quem estava abaixo, quem era o responsável por determinada situação. Então, a gente conseguiu fazer esse organograma criminoso”, relembraReis.
Em Feira de Santana, as equipes policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão localizados nos bairros Santo Antônio dos Prazeres, Santa Mônica, SIM, CIS e Papagaio, além do distrito da Matinha. Ao todo, a Operação Leakage envolveu o cumprimento de 37 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão.
Até o momento, nove pessoas foram detidas — sendo oito por mandados de prisão preventiva e uma em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Durante as diligências, os agentes apreenderam drogas sintéticas, armas de fogo, balanças de precisão, telefones celulares, equipamentos diversos e 11 veículos vinculados ao grupo. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio judicial de até R$ 25 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados.
Bahia Notícias




