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Corretor de seguros matou professor por ciúmes, diz polícia

O corretor de seguros Dagerlan Araújo de Souza, 28 anos, confessou ter matado o professor de educação física George Lázaro de Carvalho Nascimento, 29, na segunda-feira, no bairro de São Caetano.

Segundo o delegado Guilherme Machado, do Departamento de Homicídios (DHPP), Dargelan contou ter atirado em George por ciúmes.

Amigos dele informaram que o professor trocava mensagens com a sua noiva, a cabeleireira Tifany Batista dos Santos Marques, com quem Dargelan vivia há oito anos.

“Não ficou provado o envolvimento entre George e Tifany”, disse Machado. O professor era evangélico e havia se casado há cinco meses com a enfermeira Aline Morais.

Eles namoravam há nove anos. “Tifany enviava mensagens para ele, mas George respondeu educadamente, enviando salmos para ela”, contou a delegada Mariana Quais, da 3ª Delegacia de Homicídios (DH). A primeira mensagem que a polícia teve acesso foi enviada no dia 12 de setembro.

De acordo com a polícia, o corretor tomou conhecimento da suposta traição em setembro e logo ligou para George, que já havia sido instrutor de ginástica dele e de Tifany. O professor também conhecia o casal por ter morado próximo a eles até o casamento, na casa do pais, também em São Caetano.

“Dargelan ligou para tirar satisfação. George negou qualquer envolvimento com a cabeleireira e disse inclusive que eles podiam conversar pessoalmente na academia onde trabalhava”, explicou o delegado Antônio Montenegro, titular da 3ª DH.

Tifany enviava mensagens para George, mas ele respondeu enviando salmos para ela

Para a polícia, a demora entre a conversa e o assassinato demonstra a frieza do corretor, pois caracteriza premeditação. Mais de um mês depois da ligação, Dagerlan foi à academia de natação Planeta Azul, na Rua Professor Francisco Góes Calmon, onde George dava aulas.

Ele esperou o professor sair e o atingiu com um único tiro, no rosto, às 7h30. Depois de cometer o crime, foi trabalhar, mas não voltou para casa.

Confissão

À polícia, ele contou que estava na casa de familiares até ontem, quando foi expedido o mandato de prisão temporária. Ele se apresentou com o advogado e foi interrogado pela polícia. “Acredito que Dargelan se apresentou porque o cerco que estava se fechando em torno dele”, afirmou Machado.

Segundo o delegado, a suspeita de que o crime foi motivado por ciúmes surgiu por dois motivos: nenhum objeto foi roubado da vítima e George não tinha envolvimento com o tráfico de drogas.

“A maioria dos crimes na região de São Caetano. Via de regra, as vítimas também têm ligação com o ilícito. O professor não se envolvia com o tráfico. Era um homem direito, querido na sua vizinhança”, completou Machado.

RTEmagicC_2be8299c22.jpgProfessor respondia cantadas com salmos e conselhos(Foto: Reprodução)

Descartada as hipóteses de roubo e execução por alguma facção criminosa, a suspeita de crime passional foi levantada. Conversando com moradores do local e vendo imagens câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais da região, a polícia descobriu que o criminoso usava uma moto amarela no momento do crime.

“Ele fugiu, mas 500 metros depois, a moto falhou e ele pediu para um morador empurrar. Como ele morava no bairro, o morador o reconheceu”, relatou Montenegro.

Durante a investigação, Tifany foi ouvida e negou que o noivo tivesse cometido o crime. “Ela tentou blindar ele, mas acreditamos que ela sabia”, afirmou GuilhermeMachado. A cabeleileira também não admitiu ter enviado as mensagens, supostamente de cunho erótico, para George ou ter traído o companheiro.

Arma

No inquérito, o corretor contou ontem à polícia que usou uma pistola para matar o professor. Segundo Dargelan, um primo dele que foi assassinado em junho era o dono da arma. “A arma teria ficado na casa dele, mas ainda vamos investigar isso. Resta à polícia achar essa arma. Ele diz que caiu na fuga, mas vamos investigar”, disse Machado.

O professor não se envolvia com o tráfico. Era um homem direito e bem quisto
Guilherme Machado, delegado sobre índole de George, a vítima

O corretor não tem antecedentes criminais e deve permanecer preso no Complexo Policial dos Barris até sertransferido para a Cadeia Pública. Dargelan será indiciado por homicídio duplamente qualificado e por motivo torpe ou fútil. Ontem, no interrogatório, o corretor disse ter se arrependido do crime.

Fonte: CORREIO

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