O Bahia apresentou, nesta sexta-feira (23), a proposta detalhada do City Football Group para a compra da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que irá administrar o futebol do clube.
De acordo com o jornalista Rodrigo Capelo, o conglomerado árabe promete aportar R$ 1 bilhão na SAF que será constituída pelo Esquadrão, em troca da aquisição de 90% de seu capital, o que lhe concede controle sobre ela.
O investimento será dividido em três finalidades: R$ 500 milhões para a compra de jogadores, R$ 300 milhões para o pagamento de dívidas e R$ 200 milhões para infraestrutura, categorias de base, capital de giro, entre outros.
O prazo previsto no contrato para que o City execute essas obrigações financeiras é de 15 anos. Dirigentes contam com a maior parte do dinheiro, especialmente em contratações de jogadores, em cinco anos.
Para incentivar a competitividade do futebol sob o comando do grupo árabe, o contrato prevê obrigatoriedade em manter a folha salarial da empresa no que for maior: R$ 120 milhões por ano ou 60% da receita bruta da SAF, com exceção da venda de atletas.
Todas as dívidas da associação civil serão liquidadas. Ao invés de entrar em processo de recuperação judicial ou no regime centralizado de execuções, o Tricolor irá negociar débitos diretamente com credores.
Conforme previsto no contrato, a marca (escudo, cores, identidade) segue sendo propriedade da associação civil. O uso dela na SAF, para a prática do futebol, está condicionado ao pagamento de R$ 2,5 milhões por ano em royalties.
Todos os programas que vinham sendo executados pela associação continuarão normalmente, a exemplo do “Camisa Popular”, com uniforme de jogo mais barato; o “Bermuda e Camiseta”, plano de sócio para quem tem renda até R$ 1.500 mensais; e “Dignidade aos Ídolos”, que entrega bolsas para ex-jogadores em estado de necessidade.
Vale lembrar que o Grupo City irá comprar 90% do capital. A associação civil permanece na sociedade com participação minoritária de 10%.
(VarelaNet).




