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Deputado Hilton Coelho queima bandeira dos EUA em ato contra ação americana na Venezuela

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) protagonizou um ato de protesto nesta segunda-feira (5) em Salvador, ao queimar a bandeira dos Estados Unidos em Praça Castro Alves, em meio a uma manifestação contra uma ofensiva dos EUA atribuída à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Durante o ato, que contou com a presença de apoiadores e militantes de grupos de esquerda, o parlamentar ergueu a bandeira em chamas enquanto manifestantes entoavam palavras de ordem como “fora, Trump, da América Latina”, em crítica à postura americana. Em postagem nas redes sociais, Hilton escreveu que se tratava da “bandeira do imperialismo em chamas” e defendeu a soberania da Venezuela contra o que chamou de intervenção e imposição de potências estrangeiras.

O protesto do deputado faz parte de uma série de manifestações que ocorrem em várias cidades brasileiras e também internacionalmente contra os ataques atribuídos aos Estados Unidos na Venezuela nos primeiros dias de janeiro, considerados por grupos e políticos de esquerda como violação da soberania e do direito internacional.

Grupos organizados como Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo já haviam convocado passeatas em Salvador sob o mote “Trump: tire as mãos da Venezuela!”, com concentração na Praça da Piedade e manifestações de solidariedade ao povo venezuelano.

A atitude de queimar um símbolo nacional de outro país em protesto político foi recebida de forma controversa. Enquanto apoiadores do ato defendem a expressão como forma legítima de crítica ao intervencionismo, críticos afirmam que a ação pode ser vista como desrespeitosa e polarizadora. Discussões sobre esse tipo de manifestação têm sido comuns no cenário político atual, especialmente em meio às tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e países da América Latina.

Até o momento, não há registro de posicionamento oficial por parte do governo dos Estados Unidos em relação ao ato em Salvador, e as manifestações continuam sendo acompanhadas de perto por órgãos de segurança e políticos de diferentes espectros no Brasil.

Varela Net

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