“Cambada de paraíba”: depoimento à polícia detalha falas atribuídas a Ed Motta em restaurante
O cantor Ed Motta passou a ser investigado por injúria por preconceito após a confusão registrada no Restaurante Grado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no último dia 2 de maio. O caso é apurado pela 15ª DP da Gávea, e o artista deve prestar depoimento nesta terça-feira (12/5), depois de informar anteriormente que estava viajando ao ser intimado.
A investigação trata o cantor como autor no inquérito relacionado às ofensas preconceituosas. O crime prevê pena de reclusão de um a três anos.
Segundo relatos de funcionários do restaurante à polícia, o desentendimento começou após a cobrança da chamada taxa de rolha. Um dos barmans afirmou que Ed Motta frequentava o local sozinho ou acompanhado da esposa sem que o valor fosse cobrado. Desta vez, porém, como o grupo contava com outras seis pessoas à mesa, a taxa foi aplicada, o que teria provocado irritação no artista.
Em depoimento, o funcionário disse ter sido alvo de ataques xenofóbicos atribuídos ao cantor. Conforme o relato, Ed teria afirmado:
“Vai tomar no c* seu filho da put* paraíba”.
Ainda de acordo com o depoimento divulgado pelo RJ2, da Globo, um dos homens que acompanhavam o cantor, identificado como Nicholas Guedes Coppim, também teria constrangido o funcionário ao perguntar em tom irônico:
“Você gosta de mulher?”.
O relato aponta que, na sequência, Ed Motta continuou os ataques verbais. Segundo o funcionário, o cantor declarou:
“Olha, o babaca está rindo. Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba”.
O trabalhador contou ainda que o artista colocou uma taça de vinho sobre o balcão e disse:
“Vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas”.
Antes de deixar o restaurante, o cantor ainda teria repetido as ofensas. Conforme o depoimento:
“Cambada de paraíba”.
Em seguida, teria voltado a se dirigir ao funcionário dizendo novamente:
“Vai tomar no c* seu filho da put* paraíba”.
Imagens registradas no local mostram ainda o momento em que uma cadeira é arremessada durante a confusão, sem atingir ninguém.
O tumulto, que inicialmente envolvia apenas o grupo do cantor e funcionários do restaurante, acabou alcançando clientes de uma mesa vizinha. Imagens e depoimentos reunidos pela investigação indicam que uma pessoa desse outro grupo teria sido atingida por uma garrafada e também recebido um soco.
Nesse caso específico, relacionado à agressão física contra um cliente, Ed Motta aparece como testemunha no inquérito.
A defesa do artista negou que ele tenha cometido qualquer agressão física e informou ao Fantástico que o cantor deixou o restaurante revoltado com o atendimento recebido.
Já o advogado de Nicholas Guedes Coppim afirmou que o cliente está à disposição das autoridades. A defesa de Diogo Couto, outro envolvido no episódio, também declarou repudiar qualquer ato de violência.
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