Lideranças do campo bolsonarista na Bahia têm demonstrado resistência em aderir à campanha de ACM Neto para o governo estadual caso o ex-prefeito de Salvador não declare apoio público à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro. A exigência expõe um impasse dentro da oposição baiana e amplia as dificuldades para a construção de uma aliança entre o União Brasil e o PL no estado.
Nos bastidores, integrantes do PL defendem que não basta a aproximação política entre os grupos. A avaliação é de que ACM Neto precisará participar ativamente da campanha nacional de Flávio e pedir votos para o senador caso queira contar com o apoio integral da militância bolsonarista durante a disputa pelo Palácio de Ondina.
O tema ganhou força após episódios recentes em que ACM Neto evitou vincular sua estratégia eleitoral às discussões envolvendo a corrida presidencial. Em declarações públicas, o ex-prefeito afirmou que o foco de sua pré-campanha está nos problemas da Bahia e não nas disputas nacionais, postura que tem sido vista com desconfiança por parte dos aliados de Bolsonaro.
A situação coloca ACM Neto diante de um desafio político. Embora o apoio do eleitorado conservador seja considerado importante para fortalecer sua candidatura ao governo, uma associação mais explícita com Flávio Bolsonaro pode gerar desgaste junto a setores do eleitorado que preferem manter a disputa estadual distante da polarização nacional.
Enquanto as negociações seguem em andamento, dirigentes do PL e lideranças bolsonaristas aguardam uma definição mais clara sobre o posicionamento de ACM Neto. A expectativa é que as conversas avancem nos próximos meses, à medida que o cenário para as eleições de 2026 se torne mais definido.
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