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Decotelli é 2º negro a chefiar o MEC e o 1º no time ministerial de Bolsonaro

Em fevereiro de 2019, Decotelli foi nomeado presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

Carlos Alberto Decotelli da Silva, o novo ministro da Educação , é a segunda pessoa negra a chefiar o MEC e a primeira no grupo de ministros do governo Bolsonaro. Ele assume após Abraham Weintraub deixar o cargo na semana passada para assumir um posto de diretor no Banco Mundial . Até então, Antonio Paulo Vogel de Medeiros atuava como ministro interino.

Decotelli será o terceiro ministro da Educação no governo Bolsonaro. Antes dele, Weintraub permaneceu no cargo por 14 meses e, Ricardo Vélez Rodríguez, por pouco mais de três meses.

Oficial da Reserva da Marinha, Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre pela Fundação Getúlio Vargas, doutor pela Universidade de Rosário (Argentina) e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

Em fevereiro de 2019, Decotelli foi nomeado presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Em agosto, o MEC anunciou a troca do comando do fundo, mas não informou o motivo. Depois, passou para a Secretaria de Modalidades Especializadas do Ministério da Educação

Em seu perfil na página do FNDE, Decotelli é descrito como alguém que “acompanhou de perto os desafios da educação”.

O texto cita que ele é membro da equipe que criou um curso de pós-graduação em finanças na PUC-RS, da qual o ex-ministro Sergio Moro também fazia parte; e que criou os cursos MBA Finanças no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), com o ministro da Economia, Paulo Guedes

O perfil no FNDE cita que Decotelli deu aulas em na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e que atuou como professor de Gestão Financeira Corporativa em Wall Street, no New York Institute Of Finance.

De acordo com o colunista do G1 Valdo Cruz, a nomeação do professor, segundo assessores diretos do presidente Jair Bolsonaro, agrada a ala militar (veja o vídeo acima) porque não deve gerar polêmica como seus antecessores. A expectativa é que ele venha para adotar uma linha totalmente técnica no Ministério da Educação.

O novo ministro da Educação terá quatro principais desafios à frente da pasta:

  • aprovar o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)
  • realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020
  • orientar e dar apoio às redes para o ano letivo na pandemia
  • implantar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

 

(g1)

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