A defesa de Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública, solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira (2), o direito de permanecer em silêncio e de não comparecer à CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
O depoimento de Torres está marcada para a próxima quinta-feira (9). Preso desde 14 de janeiro, o ex-secretário é investigado por suspeita de omissão durante os atos golpistas cometidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023. Ele nega as acusações.
No dia 28 de fevereiro, os parlamentares entraram com pedido no STF para que o ex-secretário preste depoimento. Na sequência, Moraes abriu prazo para a defesa de Torres se manifestar sobre o pedido.
De acordo com os advogados, “inexiste” interesse do ex-secretário para participar da CPI, porque ele “já se desincumbiu dessa missão quando, por mais de dez horas, prestou depoimento [à PF]”.
A defesa de Torres disse ainda que Torres estava fora do país e se entregou à polícia voluntariamente. Além disso, os advogados alegam que o processo não está sob sigilo e que os parlamentares que compõem a CPI podem ter acesso ao material.
(Varela Net).




