Policial

Mentor de estupro coletivo de Queimadas é condenado a 107 anos de prisão

Outros seis envolvidos no crime já foram condenados

O réu Eduardo dos Santos Pereira, acusado de ser o mentor do estupro coletivo que ficou conhecido como “Caso Queimadas”, em 2012, foi condenado a um total de 107 anos de prisão. O julgamento durou cerca de 19 horas e foi realizado no Fórum Criminal de João Pessoa.

O júri popular começou na tarde da última quinta-feira (25) e se encerrou na manhã da sexta-feira (26). O Conselho de Sentença composto por quatro homens e três mulheres se reuniu por volta das 5h20 desta sexta-feira (26) e saiu da sala cerca de três horas depois.

O Juiz Antônio Maroja Limeira Filho leu a sentença que apontou o réu como culpado. São 106 anos por homicídio, formação de quadrilha, cárcere privado e corrupção de menores e mais um 1 ano e 5 meses por porte ilegal de arma.

No mesmo ano que aconteceu o crime, seis dos dez acusados de estuprar cinco mulheres e matar duas delas foram julgados e condenados a cumprir penas que, somadas, chegam a 184 anos e seis meses de prisão.

A magistrada condenou Luciano dos Santos Pereira a 44 anos de prisão; Luan Barbosa Casimiro a 27 anos; Fernando França Silva Junior a 30 anos; Jacó Sousa a 30 anos; José Jardel Souza Araújo a 27 anos; e Diego Domingos a 26 anos e seis meses. Todos foram condenados por estupro, formação de quadrilha, porte ilegal de armas e cárcere privado.

Segundo o Ministério Público da Paraíba, os seis acusados não foram a júri popular porque não foram denunciados pelos assassinatos das jovens Isabela Pajuçara e Michele Domingos. As duas jovens foram mortas após uma festa no dia 12 de fevereiro de 2012.

Seis dos dez acusados de estuprar cinco mulheres e matar duas delas irão cumprir penas que, somadas, chegam a 184 anos e seis meses de prisão. Foto: Reprodução

Entenda o Caso Queimadas

O caso ocorreu em 12 de fevereiro de 2012, resultou nas mortes de duas vítimas, a professora Isabela Pajuçara Frazão Monteiro, de 27 anos, e a recepcionista Michelle Domingues da Silva, de 29 anos, que foram assassinadas por terem reconhecido os agressores. O caso ganhou repercussão nacional.

Em uma festa de aniversário para Eduardo, sete adultos e outros três adolescentes – que cumprem medida socioeducativa no Lar do Garoto, em Campina Grande – simularam uma invasão na casa e estupraram as convidadas do anfitrião. Como duas delas teriam reconhecido os agressores, eles as executaram.

A polícia descobriu que o plano foi arquitetado pelos irmãos Eduardo e Luciano Pereira dos Santos, de 22 anos. O estupro seria “um presente” de Luciano para Eduardo. Eles estão detidos no presídio de segurança máxima PB1, que fica na capital paraibana, assim como os outros acusados: Everton Silva Santos, Jacó Sousa, Diego Domingos, Luan Barbosa Nascimento e Fernando França Júnior.

O caso do estupro coletivo (0000322-76.2012.815.0981) foi desaforado da comarca de Queimadas, após solicitação do Ministério Público e da defesa do acusado, acatado em decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, que entendeu, por unanimidade, que essa determinação permitirá uma decisão imparcial por parte do Júri.

Na época, o juiz da 1ª Vara mista da comarca de Queimadas, Antônio Gonçalves Ribeiro, declarou que o desaforamento foi uma decisão justa, por se tratar de um caso muito “clamoroso”, que tinha animosidade da população, com vítimas que eram da cidade.

 Isabela Pajuçara e Michele Domingos foram assassinadas

Manifestações

Grupos fazem manifestações de apoio à família das vítimas e protestam a favor a condenação do acusado. Protestos ocorrem pela internet, em João Pessoa e em Queimadas, na Região Metropolitana de Campina Grande, a cerca de 140 km da Capital

Por meio da hashtag #SomosTodasMulheresdeQueimadas, internautas comentam o caso. “Pela vida das mulheres, não se cale! Exigimos justiça”, diz a usuária Paula Gonzaga.

Em frente ao fórum, na Capital, grupos feministas exibiram faixas e se reuniram aguardando o resultado do caso. Mulheres pedem condenação máxima para mentor de estupro coletivo Foto: Reprodução

 

Foto: Reprodução
Fonte: Varela Notícias

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