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Municípios baianos sofrem com tremores de terra; Veja o que dizem especialistas

Desde o primeiro semestre de 2022, tremores de terra estão sendo registrados com constância em diferentes municípios espalhados pelo território baiano. Depois de Curaçá, Jaguarari, Salvador e Jacobina, nesta terça-feira (23), o fenômeno foi detectado em Amargosa, e impactou a cidade de Muritiba.

As informações divulgadas pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis) indicam que, ao todo, quatro abalos sísmicos ocorreram no município de Amargosa, no Recôncavo Baiano, e seu impacto chegou a ser sentido por residentes de Muritiba, cidade localizada no Vale do Jiquiriçá.

No local em que o fenômeno foi registrado, moradores relataram que, por conta dos tremores de terra, alguns imóveis sofreram com a formação de rachaduras. Em uma situação como essa, em que efeitos causados pelo tremor da superfície conseguem ser observados, o indicado à população é exercitar o autocontrole, procurar manter a calma e evitar a exposição ao não permanecer em locais que demonstram sinais de risco de desabamento em suas estruturas.

“Existe uma norma a nível mundial de que nas áreas que têm frequências de tremores com intensidade alta, as pessoas têm que procurar, se estiverem dentro de casa, a parte mais segura do imóvel, caso ocorra dano à estrutura. E se estiver na rua, evitar ficar debaixo da rede elétrica”, explicou Eduardo Menezes, biofísico e sismólogo do Labsis.

Diante do sentimento de preocupação que vem crescendo na população de áreas afetadas por estes estremecimentos, Eduardo também elucidou que não é preciso gerar um pânico a respeito do assunto, e que, a realidade do Brasil não apresenta as mesmas características de outros países que são famosos por catástrofes originadas por abalos sísmicos de intensidades mais fortes.

“Os tremores que ocorrem no Brasil são de magnitude pequena comparada a tremores que ocorrem no Chile, Japão e em outros lugares do mundo. Na sua ordem de grandeza provocam alguns danos às estruturas, mas não ao ponto de catástrofe”, concluiu.

 

 

(Varela Net).

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