O presidente do Estudiantes, Juan Sebastián Verón, afirmou nesta terça-feira (27) que não considera existir risco de o clube argentino perder a vaga na final da Copa Libertadores de 2026 para o Flamengo. Em entrevista à Rádio La Red, da Argentina, o ex-jogador comentou o processo envolvendo a inscrição do zagueiro Marcos Rojo, que foi autorizado provisoriamente pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) a disputar a semifinal da competição.
“Desde o primeiro momento, buscamos orientação sobre a situação de Marcos, porque não queríamos ter nenhum problema. Depois de nos informarmos e entendermos que estávamos corretos, apresentamos o pedido, e o CAS decidiu a nosso favor. A partir daí, veio a autorização para Marcos”, afirmou, em entrevista à Rádio La Red.
O dirigente explicou que o Estudiantes procurou orientação jurídica antes de solicitar a inscrição do defensor. Segundo ele, o clube consultou o advogado Ariel Reck para avaliar a situação e decidiu recorrer ao CAS após receber a avaliação de que havia fundamento para contestar a negativa da Conmebol.
Verón afirmou que a autorização provisória concedida pelo tribunal foi determinante para a utilização de Rojo na partida de volta contra o Flamengo, disputada em 22 de outubro, no Maracanã. O presidente reconheceu, entretanto, que ainda não existe uma decisão definitiva sobre o caso.
“Estamos aguardando a decisão definitiva do CAS e não sabemos quando ela sairá, se antes ou depois da final. O importante é que ele foi autorizado pelo CAS. E, independentemente do que for definido daqui para frente, não corremos o risco de ficar fora da final”, decretou.
ENTENDA O CASO MARCOS ROJO
A controvérsia começou após o Estudiantes solicitar à Conmebol a inscrição de Marcos Rojo para a semifinal da Libertadores. O defensor havia sido contratado depois do encerramento da janela de transferências na Argentina, em 2 de setembro.
A entidade sul-americana negou o pedido em duas ocasiões, após consultar a Fifa sobre a possibilidade de registrar o jogador fora do período permitido.
O clube argentino recorreu ao CAS, que concedeu uma medida cautelar autorizando a participação de Rojo no confronto de volta contra o Flamengo. O tribunal, porém, não acolheu o pedido do Estudiantes para afastar antecipadamente eventuais consequências esportivas ou disciplinares de uma decisão definitiva desfavorável.
O zagueiro foi titular no empate por 0 a 0 no Maracanã. Após dois resultados sem gols, o Estudiantes venceu a disputa de pênaltis por 3 a 2 e garantiu a classificação para enfrentar o Palmeiras na decisão.
FLAMENGO MANTÉM CONTESTAÇÃO
O Flamengo questiona a regularidade da inscrição de Rojo e tenta reverter a eliminação. Antes da partida, o clube carioca já havia se manifestado contra a autorização provisória e informado que apresentaria uma reclamação caso o defensor fosse escalado.
Após o confronto, o Rubro-Negro formalizou o pedido à Conmebol e solicitou que a situação fosse analisada antes da final. A argumentação considera o artigo 19 do Código Disciplinar da entidade, que prevê derrota por 3 a 0 em casos de escalação irregular.
Apesar da confiança manifestada por Verón, a declaração do presidente não representa uma decisão judicial. O CAS ainda precisa se pronunciar definitivamente sobre a regularidade da inscrição, enquanto possíveis consequências disciplinares dependem dos procedimentos competentes.
Até o momento, não há data divulgada para o julgamento. A final da Libertadores entre Estudiantes e Palmeiras permanece marcada para 28 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai.
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