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Prefeito de Coité afirma que compra de apartamento de Wagner ocorreu antes de operação

O prefeito de Conceição do Coité, na região sisaleira, Marcelo Araújo (União), divulgou um vídeo neste domingo (19) para se defender de que a compra de um apartamento pertencente ao senador Jaques Wagner (PT) foi feita dentro da legalidade.

 

A negociação ganhou repercussão nacional após a transferência do imóvel ter sido impedida por uma decisão judicial, a mesma que suspendeu a venda de uma área para a construção de um centro de treinamento para o Esporte Clube Bahia.

 

 

No caso do imóvel do prefeito de Conceição do Coité, o apartamento foi adquirido pela MSMG Patrimonial Ltda., uma das empresas do gestor. No vídeo, Araújo afirma que a aquisição do imóvel ocorreu antes da deflagração da Operação Overclean e dentro da legalidade.

 

De acordo com Marcelo Araújo, a negociação foi iniciada e concluída por intermédio de um corretor de imóveis em dezembro do ano passado. Segundo ele, após a definição do valor e das condições de pagamento, a empresa solicitou a documentação e as certidões do vendedor para a elaboração do contrato de compra e venda.

 

O prefeito afirmou que somente nessa etapa tomou conhecimento de que o proprietário do imóvel era o senador Jaques Wagner. Ainda conforme o relato, todas as certidões apresentadas indicavam que o apartamento não tinha restrição judicial, o que permitiu a formalização da negociação.

 

Ainda segundo Marcelo Araújo, o contrato foi assinado em dezembro do ano passado e previa a quitação do pagamento até 30 de abril deste ano. Diante da situação, Marcelo Araújo informou que a MSMG Patrimonial Ltda. apresentou petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), com documentos que, segundo ele, comprovam que as etapas da negociação [assinatura do contrato, pagamentos, lavratura da escritura e protocolo para registro] ocorreram antes da deflagração da Operação Overclean.

 

No pronunciamento, o prefeito afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação ao caso e declarou que a empresa agiu de boa-fé, possuindo documentação que comprovaria a regularidade da operação. O caso foi repercutido pelo Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias.

Bahia Notícias

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