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Preparador físico do Vitória defende elenco e explica processos para Série B

Considerado um dos grandes problemas do Vitória na temporada, a preparação física dos atletas tem sido muito questionada, o que gerou, inclusive, a demissão do preparador físico Rodrigo Santana.

Com a chegada do técnico Léo Condé, veio também um novo profissional para a função, Diego Kami Mura. Em entrevista coletiva, ele comentou que ainda não houve tempo o suficiente para fazer muitos trabalhos de força e potência devido ao acúmulo de jogos.

“A gente vinha de muitos jogos. Tanto que a gente fez de oito a nove jogos sem nenhuma semana aberta. A gente recuperou, preparou para o jogo, jogou; recuperou, preparou para o jogo, jogou. A gente não teve tempo de fazer nenhum processo de aquisição em relação a condicionamento físico. A partir da semana passada, que a gente teve a semana aberta, aí a gente procurou direcionar os trabalhos para trabalhos de força, de potência, para a gente começar bem essa Série B”, explicou.

O preparador físico do Vitória explica que o trabalho é dividido em três etapas e pensado em conjunto com o técnico Léo Condé.

“Nesse primeiro momento, a gente tem explorado o máximo de todas as valências físicas de todos os atletas. No segundo momento entra muito a característica de cada atleta. No terceiro momento entra a parte técnica/tática do Léo [Condé] de utilizar os atletas da melhor forma do que ele pensa no jogo”, afirma.

Para Kami Mura, é necessário avaliar o condicionamento dos atletas como um todo, não de forma individual. Entretanto, ele afirma que treinos mais fortes podem ser aplicados em alguns casos.

“A gente não costuma individualizar o atleta nesse tipo de questão. A gente procura equilibrar o elenco. Quem precisa trabalhar mais, a gente dá uma sobrecarga maior. A gente olha, claro que os trabalho são individualizados, mas a gente pensa na forma coletiva deles todos”, disse.

Uma das principais reclamações no desempenho do Vitória é a queda de rendimento do time nos segundos tempos dos jogos. O Leão deixou muitos resultados escaparem nesse tipo de situação, mas o preparador físico diz que existem muitos fatores que podem influenciar.

“Entram muitos fatores. É difícil até explicar. Sei que torcedor tem essa ânsia que o time toma gol no segundo tempo, toma gol no final, ficou até culturalmente marcado que se perde é porque não correu. Mas se analisar os dados, o time que perde geralmente é o time que mais correu. Muitas vezes a gente tem uma ilusão de ótica porque precisa olhar os dados de maneira mais fria”, avaliou.

 

 

(Varela Net).

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