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Tomate puxa queda de 3,22% na cesta básica de Camaçari, aponta pesquisa da Uneb

O preço do tomate foi o principal responsável pela redução de 3,22% no valor da cesta básica em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), durante o último mês de junho. O produto registrou queda de 18,73%, o que contribuiu para interromper uma sequência de quatro meses consecutivos de alta no custo dos alimentos essenciais.

 

Segundo o Camaçari Notícias, parceiro do Bahia Notícias, os dados são do boletim Cesta Básica em Foco, elaborado pelo Núcleo de Pesquisa e Extensão (Nupe) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Campus 19.

 

De acordo com o levantamento, o valor da cesta básica passou de R$ 666,56 em maio para R$ 645,12 em junho. Apesar da redução, a pesquisa destaca que o recuo ainda não representa uma recuperação do poder de compra das famílias, já que o custo da alimentação permanece acima do registrado no início do ano.

 

Entre os 12 produtos pesquisados, o tomate apresentou a maior queda de preço. O custo mensal estimado com o alimento passou de R$ 131,56 para R$ 106,92, impactando diretamente o valor total da cesta básica.

 

Segundo a Uneb, essa foi a principal variação responsável pela redução registrada no período. Além do tomate, outros itens também apresentaram redução de preços. A farinha de mandioca ficou 5,95% mais barata, enquanto o leite integral registrou queda de 4,82%, o que influenciou para aliviar parte da pressão sobre os alimentos básicos.

 

Por outro lado, alguns produtos tiveram aumento de preço. O feijão registrou alta de 5,64%, acumulando o segundo mês consecutivo de elevação. Também apresentaram reajuste o pão francês, com aumento de 3,66%, e a banana-prata, que ficou 3,03% mais cara.

 

Mesmo com a redução no valor da cesta básica, o estudo aponta que um trabalhador que recebe um salário mínimo precisou comprometer 43,02% da renda líquida para adquirir os alimentos essenciais. Segundo a pesquisa, foram necessárias 87 horas e 33 minutos de trabalho para comprar a cesta básica individual em junho.

 

Outro indicador do levantamento estima que o salário mínimo necessário para atender às necessidades básicas de uma família em Camaçari seria de R$ 5.419,70, equivalente a 3,34 vezes o salário mínimo vigente. Para os pesquisadores, o dado evidencia que o custo de vida continua elevado no município, apesar da redução pontual observada em junho.

 

A série histórica também demonstra que a cesta básica permanece mais cara do que no início do ano. Mesmo com a queda registrada em junho, o custo dos alimentos está R$ 103,90 acima do valor registrado no começo de 2026, acumulando alta de 19,2% no período.

 

Ainda segundo a Uneb, a redução observada no último levantamento representa um alívio momentâneo para os consumidores, mas ainda insuficiente para compensar a perda do poder de compra das famílias de Camaçari.

 

Produzido mensalmente pelo projeto Cesta Básica em Foco, o boletim utiliza metodologia baseada nos critérios do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para acompanhar a evolução dos preços dos 12 produtos que compõem a cesta básica na Região Nordeste.

 

O estudo é utilizado como referência para monitorar o comportamento do custo da alimentação e seus impactos sobre a renda da população de Camaçari.

Bahia Notícias

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