O irmão gêmeo do jovem preso por suspeita de importunação sexual em uma academia de condomínio em Feira de Santana precisou se afastar de forma temporária do trabalho devido aos riscos provocados pela repercussão do caso.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) pela delegada Lorena Almeida, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), responsável pelas investigações.
Pedro Henrique Sales foi preso na última sexta-feira (24) em um imóvel em construção abandonado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Ele é investigado por importunação sexual enquanto observava uma mulher, de 35 anos, que se exercitava na academia do residencial, localizado no Complexo Jardim Brasil.
Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a delegada informou que o irmão gêmeo do investigado colaborou com as investigações e acabou ficando afastado das atividades profissionais devido à repercussão do caso e de preocupações com a própria segurança.
“Ele deve retornar ao trabalho, às suas atividades normais, porque estava afastado por conta deste risco da repercussão do caso. E ele, ao atender o chamado da polícia, não nos desrespeitou nem nos afrontou”, afirmou a delegada.
CÂMERAS
Conforme a delegada, sem que a mulher percebesse, o suspeito teria virado as câmeras de monitoramento da academia em direção à parede antes de praticar o ato. Após perceber que havia sido filmado, o investigado deixou o local. A delegada explicou que a prisão preventiva foi motivada principalmente pela fuga do investigado.
“No momento em que a gente o encontrou, ele não quis se entregar, tentou fugir e não falou absolutamente nada sobre o fato em si, o que motivou ele, porque ele fez aquilo”, declarou.
EXPULSÃO DE CONDOMÍNIO
Os moradores do condomínio onde o investigado residia, localizado no bairro Registro, em Feira de Santana, aprovaram a expulsão. Entretanto, conforme explicou a delegada, essa decisão pode influenciar a análise da Justiça sobre um eventual pedido para que ele responda ao processo em liberdade.
AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA
O investigado permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia. Segundo Lorena Almeida, a definição sobre a data da audiência e sobre a manutenção ou não da prisão preventiva cabe à Justiça.
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