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Taxa de suicídio em policiais federais do Brasil é a maior do mundo; campanha oferece ajuda

Com a maior taxa de suicídio em policiais federais do mundo, o Brasil traz dados alarmantes sobre o número de profissionais que tiram a própria vida. Segundo o Panorama do Suicídio Policial, divulgado em 2019, a taxa média deste tipo de caso no país é de 84,61 por 100 mil policiais. Conforme os dados, quando se comparado com o restante a população, um policial federal é 15 vezes mais propenso ao suicídio. Os dados foram observados entre 2014 e 2018, se baseando nas novas estimativas e projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os números do Painel de Mortalidade do Ministério da Saúde. Apenas na Bahia, de acordo com o Sindicato dos Policiais Federais da Bahia (Sindpol), 30 agentes federais tiraram a própria vida em 10 anos.

Para reverter este quadro e discutir o tema, a categoria decidiu aderir ao Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e prevenção do suicídio. Em entrevista ao bahia.ba, o presidente Sindpol, José Mário Lima, afirmou que desde que a campanha foi iniciada, o crescimento nos casos de suicídio entre os profissionais começou a ser revertido, quando se comparado, por exemplo, com a mesma situação enfrentada em 2011, quando o assunto ainda não era debatido.

“Hoje os casos que se manifestam nós já temos uma facilidade porque os colegas já se aproximaram, já perceberam que têm em nós a possibilidade de buscar ajuda. Nesse sentido, estamos fazendo isso com todo sigilo e a descrição que cada caso requer”, explica, acrescentando ainda que os policiais são encaminhados para acompanhamentos psicológicos ou psiquiátricos, a depender da situação.

“É sempre bom ter essa visibilidade institucional para perceber que há um amparo, há uma possibilidade, há uma porta a ser aberta. São formas de contermos a timidez do pessoal. Nós vamos bater de frente contra isso, confrontar essa timidez para que haja a possibilidade de abertura. Fale, não sobrecarregue. Essas campanhas tiveram a possibilidade de destravar a alma dos colegas a ponto de procurar [ajuda]. Se eles procuraram, é sinal que algo destravou”, frisa.

Foto : Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil

Por Jéssica Moreira

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