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Prefeito que foi alvo de operação quer disputar terceiro mandato consecutivo e avalia viabilidade jurídica

O prefeito de Riacho de Santana, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano, João Vitor (PSD), afirmou que quer disputar um novo mandato à frente da administração municipal nas eleições de 2028.

 

A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Cidade FM, na qual o gestor informou que buscou orientação jurídica em Brasília para avaliar a viabilidade de uma eventual candidatura, informou o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias.

 

Segundo João Vitor, a análise envolve interpretações da jurisprudência relacionada a casos de gestores que assumiram o cargo de forma definitiva antes da realização de eleições municipais.

 

João Vitor era vice-prefeito quando assumiu a chefia do Executivo em abril de 2024, após a renúncia do então gestor Tito Eugênio (Podemos). Depois, Vitor concorreu nas eleições municipais de outubro daquele ano [com Tito Eugênio como vice] e foi eleito para o mandato que segue em exercício.

 

A possibilidade de uma nova candidatura levanta discussão jurídica sobre a vedação constitucional ao exercício de um terceiro mandato consecutivo para o mesmo cargo.

 

O prefeito também esteve afastado do cargo por 109 dias no âmbito da oitava fase da Operação Overclean, que apura suspeitas de desvios de recursos provenientes de emendas parlamentares. João Vitor é apontado nas investigações como sócio do deputado federal Dal Barreto (União Brasil), outro alvo da operação na Bahia.

 

Após o afastamento, João Vitor foi recebido com festa na cidade em que apoiadores fizeram uma carreata.

 

 

Durante o período de afastamento, a administração municipal foi conduzida pelo vice-prefeito Tito Eugênio. As investigações relacionadas à Operação Overclean seguem em andamento.

 

Bahia Notícias

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