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Hilton Coelho cobra Jerônimo por decreto de proteção à Serra da Chapadinha terça-feira, 18/08/2026 – 08h36 Por Redação Hilton Coelho cobra Jerônimo por decreto de proteção à Serra da Chapadinha Foto: Reprodução Antena 1 Salvador O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) cobrou do governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual que prevê medidas de proteção à Serra da Chapadinha, unidade de conservação planejada para uma área localizada entre os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina. A declaração foi feita durante entrevista à rádio Antena 1 Salvador, no programa Bahia Notícias no Ar. O parlamentar relembrou a promessa do governador de publicar o decreto de proteção da área. “Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?”, cobrou o parlamentar. Hilton Coelho também relembrou que o local é apontado por especialistas como uma das principais áreas de recarga hídrica da Bahia. “Queria aproveitar, porque tem gente que não sabe, mas a água que se bebe em Salvador é produzida, em grande medida, em uma região que é uma grande ‘caixa-d’água’. Mas querem colocar uma mineradora nas nascentes, o que significa que podemos viver, de forma generalizada, a tragédia que ocorre em Caetité. Precisamos entender o exemplo de Marcos e Alcione, ativistas que estão colocando suas vidas em risco para proteger a água que bebemos. O poder público precisa ter esse compromisso.”, afirmou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes. Treze suspeitos de integrar facção no Sul da Bahia são alvos de operação integrada terça-feira, 18/08/2026 – 08h14 Por Redação Treze suspeitos de integrar facção no Sul da Bahia são alvos de operação integrada Foto: Divulgação / SSP-BA Treze suspeitos de integrar uma facção criminosa foram alvos da Operação Tormenta, deflagrada na madrugada desta terça-feira (18), em Itacaré, no Litoral Sul da Bahia. Os acusados teriam envolvimento com tráfico de drogas, mortes violentas, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), entre as funções investigadas dos suspeitos estão o gerenciamento de pontos de venda, distribuição de drogas, segurança armada e movimentação de recursos obtidos com a comercialização dos entorpecentes. O delegado da Polícia Civil Deivid Lopes, integrante da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Ilhéus e coordenador da ação, afirmou que as investigações também apontaram indícios de utilização de contas bancárias de terceiros para o recebimento e a movimentação de valores. “Desta forma os faccionados dificultavam o rastreamento da origem dos recursos. Porém, o trabalho integrado entre as Agências de Inteligência da PC e da PM foi essencial para chegarmos aos responsáveis”, contou o delegado. Como parte da operação, a Justiça também determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados. A medida tem como objetivo impedir a dissipação de recursos relacionados ao tráfico e interromper o fluxo financeiro utilizado pela organização criminosa. “Os investigados capturados responderão pela prática dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais”, finalizou o delegado. Participaram da operação profissionais da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin) Sul, por meio dos Grupos de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Gattis) de Ilhéus, Itabuna, Eunápolis, Porto Seguro e Valença. Também atuaram equipes das 6ª e 7ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins) de Itabuna e Ilhéus, do Comando de Policiamento Regional (CPR) Sul, da Rondesp Sul, do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) da CIPRv/Itabuna, da Cipe Cacaueira e da 72ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), de Itacaré. Padre que interrompeu missa durante tiroteio na RMS lamenta ocorrido terça-feira, 18/08/2026 – 07h40 Por Redação Padre que interrompeu missa durante tiroteio na RMS lamenta ocorrido Foto: Reprodução / Redes Sociais O padre Karol Wojtyla que interrompeu uma missa após um tiroteio nas proximidades da igreja onde celebrava, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), lamentou a situação. O tiroteio ocorreu na noite do último sábado (15), enquanto uma missa era realizada na Matriz da Paróquia Santo Agostinho, no bairro de Areia Branca. Segundo o g1, a celebração era transmitida ao vivo pelas redes sociais da igreja, e as imagens do momento começaram a circular nas redes sociais no domingo (16). Questionado sobre as áreas onde os relatos de medo são mais frequentes, o religioso afirmou que o problema atinge toda a região, mas citou especialmente a localidade da Tenda. Segundo o padre, o medo tem alterado a rotina dos moradores, que evitam sair de casa à noite. Ele também relatou situações envolvendo crianças que, segundo ele, passaram a dormir no chão por medo dos disparos. Durante o ocorrido, o padre permaneceu junto à comunidade e orientou o fechamento das portas da igreja como medida de proteção. Ele também tranquilizou os fiéis e conduziu uma oração, incluindo uma invocação a São Miguel Arcanjo. Segundo a Arquidiocese de São Salvador da Bahia, a atitude do sacerdote foi prudente e responsável diante da situação. Em nota, a instituição informou que tomou conhecimento do ocorrido nas proximidades da Matriz da Paróquia Santo Agostinho e se solidarizou com o padre e com a comunidade paroquial. “A Arquidiocese se solidariza com o padre Karol Wojtyla e com a comunidade paroial e reforça seu compromisso com a preservação da vida e a segurança dos fiéis”, informou. Ainda de acordo com a Arquidiocese, o fechamento das portas teve como objetivo preservar a vida e a integridade das pessoas que estavam dentro do templo. Secretário de Assistência Social é exonerado em meio a denúncia de retenção de repasses a idosos em Porto Seguro terça-feira, 18/08/2026 – 07h40 Por Redação Secretário de Assistência Social é exonerado em meio a denúncia de retenção de repasses a idosos em Porto Seguro Foto: Reprodução / Redes sociais O secretário municipal de Assistência Social de Porto Seguro, Washington Júnior Gomes Borges, foi exonerado após a Justiça baiana emitir uma decisão liminar contra ele sob suspeita de retenção indevida de verbas direcionadas a idoso de um asilo no município. A decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Seguro foi tomada no último dia 13 de agosto e determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros do então gestor até o limite de R$30 mil. O valor foi retido para assegurar a restituição de valores que deixaram de ser repassados a idosos acolhidos na Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Vila do Bem Viver. A denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA) constata que os idosos não recebiam, desde abril de 2026, os 30% dos benefícios previdenciários e assistenciais a que têm direito. Conforme prevê a legislação municipal, 70% do benefício podem ser destinados ao custeio da instituição, enquanto os 30% restantes devem ser entregues aos idosos para despesas pessoais. Na inspeção realizada na unidade pela 5ª Promotoria de Justiça de Porto Seguro, foi verificado que 14 idosos não recebiam os valores e que os cartões dos benefícios estavam sob posse do gestor responsável pela conta da instituição. O repasse deixou de ser feito entre abril e julho deste ano, gerando prejuízo estimado em R$28.300,20. Além disso, foram identificadas retenções indevidas dos cartões bancários dos residentes. Após atuação do MP-BA, dez cartões foram devolvidos, mas quatro permaneciam retidos. Para o Ministério Público, a retenção dos cartões e a não entrega da parcela dos benefícios configuram violações aos direitos das pessoas idosas e podem caracterizar crimes previstos no Estatuto da Pessoa Idosa. O secretário será investigado também na esfera criminal. Na decisão, a Justiça reconheceu a existência de indícios de apropriação indevida dos recursos e destacou a vulnerabilidade dos idosos acolhidos. Os valores eventualmente bloqueados serão transferidos para conta judicial vinculada ao processo, com o objetivo de garantir o ressarcimento dos recursos aos idosos prejudicados. O Ministério Público também requereu outras medidas de proteção em favor dos residentes da ILPI, entre elas a devolução dos cartões ainda retidos, a proibição de movimentação das contas dos idosos e a adoção de providências para resguardar seus direitos patrimoniais. Esses pedidos permanecem sob análise judicial. Em resposta às investigações e decisão liminar, a Prefeitura de Porto Seguro, ainda no dia 13 de agosto, exoneração de Washington. Em nota, a gestão do prefeito Jânio Natal informou que foi aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para a devida apuração de possíveis irregularidades administrativas. Uma empresa especializada também teria sido contratada para “realizar levantamentos junto à Secretaria Municipal de Assistência Social e identificar eventuais divergências”. A gestão informou que não deve comentar sobre as investigações do MP-BA, mas que a Administração Municipal “permanece à disposição da Justiça e colabora com as autoridades competentes para que os fatos sejam devidamente apurados”. Confira a nota oficial da Prefeitura de Porto Seguro: “A Prefeitura de Porto Seguro informa que foi surpreendida com os fatos recentemente noticiados e, tão logo tomou conhecimento da situação, determinou a instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para a devida apuração de possíveis irregularidades administrativas, assegurando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Além disso, a Administração Municipal determinou a contratação de empresa especializada em auditoria para realizar levantamentos junto à Secretaria Municipal de Assistência Social e identificar eventuais divergências. A Prefeitura ressalta que não é parte no processo e, portanto, não comenta a decisão judicial. A Administração Municipal, entretanto, permanece à disposição da Justiça e colabora com as autoridades competentes para que os fatos sejam devidamente apurados. O caso segue em tramitação na esfera judicial, sob segredo de justiça, e será acompanhado pelas instâncias competentes.” Forças de segurança mobilizam 150 agentes em operação contra facção no Sul da Bahia terça-feira, 18/08/2026 – 06h50 Por Redação Forças de segurança mobilizam 150 agentes em operação contra facção no Sul da Bahia Foto: Divulgação / SSP-BA Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (18) mobilizou cerca de 150 policiais no município de Itacaré, no sul da Bahia, para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra uma organização criminosa na região. A força tarefa é protagonizada por equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Ilhéus, e das polícias Civil e Militar. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-BA), serão cumpridos ofícios judiciais contra suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ação destaca o Policiamento Orientado pela Inteligência (POI), política instituída para qualificar o combate ao crime organizado. Profissionais da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin) Sul, através dos Grupos de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTIS/Ilhéus, Itabuna, Eunápolis, Porto Seguro e Valença), das 6ª e 7ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins/Itabuna e Ilhéus), do Comando de Policiamento Regional (CPR) Sul, Rondesp Sul, TOR do CIPRv/Itabuna, Cipe Cacaueira e 72ª CIPM (Itacaré), participam da ação. Auditoria aponta irregularidades sanitárias e estruturais em Caps do interior da Bahia; saiba detalhes terça-feira, 18/08/2026 – 00h00 Por Lizzy Maria / Victor Hernandes Auditoria aponta irregularidades sanitárias e estruturais em Caps do interior da Bahia; saiba detalhes Foto: Reprodução Google Street View O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou uma série de medidas à Prefeitura de Amargosa, na região do Vale do Jiquiriçá, após serem identificadas falhas na prestação do serviço de saúde mental do município. As medidas foram publicadas pelo órgão na última semana. As recomendações foram motivadas por irregularidades apontadas em um relatório de auditoria da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) I Jorge Sales, conhecido como “Pássaro Livre”. Entre os problemas identificados está a ausência de alvará sanitário, além da falta de registro da unidade e do responsável técnico médico junto ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb). A auditoria também constatou que o Caps não possuía um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). O relatório apontou ainda a falta de identificação visível dos profissionais, por meio de crachás, e de informações claras aos usuários sobre a equipe e o funcionamento da unidade. Outro problema identificado está relacionado ao controle de vetores e pragas urbanas. Segundo a auditoria, também não foram encontrados Projetos Terapêuticos Singulares (PTS) na maioria dos casos analisados. O PTS é considerado um dos principais instrumentos para o acompanhamento multiprofissional dos usuários dos serviços de saúde mental. Além disso, o Caps de Amargosa apresentou falhas na organização dos prontuários. De acordo com o relatório, a unidade não apresentava registros completos e integrados, o que prejudicava a continuidade do cuidado e da assistência em saúde mental. A auditoria apontou também que o Caps não oferecia condições adequadas de acessibilidade e não contava com ambientes mínimos recomendados pelo Ministério da Saúde para o funcionamento desse tipo de serviço. O horário de funcionamento da unidade também estaria em desacordo com os parâmetros estabelecidos pela legislação vigente. O Ministério Público destacou que a gestão municipal permaneceu inerte após ser oficiada quatro vezes para prestar esclarecimentos e apresentar informações sobre as providências adotadas. A ausência de resposta motivou a expedição da recomendação para a correção das irregularidades. MEDICAMENTOS Outro problema apontado pelo MP-BA foi a indisponibilidade de medicamentos essenciais destinados à assistência em saúde mental. O órgão recomendou que o município garanta o fornecimento regular desses medicamentos, conforme a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais e as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). A Secretaria Municipal de Saúde terá prazo máximo de 90 dias para garantir a disponibilidade regular dos medicamentos essenciais destinados à assistência em saúde mental. A medida integra o conjunto de exigências relacionadas à “Organização assistencial e qualidade do cuidado em saúde mental”, que determina a adequação dos processos assistenciais da unidade às normas do SUS e à Relação Municipal de Medicamentos Essenciais. A Secretaria Municipal de Saúde também deverá encaminhar uma resposta por escrito à Promotoria de Justiça, no prazo de até 20 dias, informando se acata ou não a recomendação em sua totalidade. Caso haja impossibilidade técnica de cumprir o prazo de 90 dias para a regularização do fornecimento dos medicamentos, a gestão deverá apresentar, dentro dos mesmos 20 dias, uma justificativa fundamentada e um cronograma alternativo para o cumprimento da medida. ADEQUAÇÕES NECESSÁRIAS Para as reformas e adequações estruturais do CAPS I Jorge Sales, o MP-BA estabeleceu prazo máximo de 120 dias para que o município apresente à Promotoria de Justiça um plano de adequação da unidade. Caso a sede atual não comporte as adaptações necessárias, o plano deverá considerar a relocalização do serviço ou a implantação de uma nova sede que atenda aos requisitos estabelecidos para o funcionamento do Caps. As exigências foram motivadas pelas condições da estrutura física atual, considerada inadequada e em desacordo com os parâmetros mínimos para o atendimento em saúde mental. O plano deverá contemplar: ações para corrigir as falhas estruturais existentes, com atenção especial à acessibilidade, à organização dos ambientes e às condições sanitárias; providências para assegurar que a unidade disponha de todos os espaços exigidos pelas diretrizes do Ministério da Saúde para o funcionamento de um Caps; etapas de execução, responsáveis e prazos estimados para a conclusão das obras, incluindo a possibilidade de transferência do serviço para uma sede própria ou para uma nova localização. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde terá 30 dias para adequar o horário de funcionamento da unidade aos parâmetros legais e organizar o serviço de forma a garantir a continuidade do atendimento. O município terá ainda 60 dias para promover a regularização administrativa e sanitária da unidade. Entre as medidas estão a inscrição no Cremeb, a obtenção do alvará sanitário, a implementação do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) e a identificação dos profissionais.A unidade também deverá garantir a realização regular de ações de controle de vetores e pragas urbanas, mantendo atualizada toda a documentação comprobatória das medidas adotadas. A exigência foi estabelecida após a auditoria da Sesab constatar a inexistência de um plano de gerenciamento relacionado ao controle de vetores e pragas, apontado como uma das irregularidades sanitárias encontradas na unidade. A recomendação passou a valer imediatamente após sua expedição. O descumprimento das medidas dentro dos prazos estabelecidos poderá resultar na adoção de medidas judiciais e administrativas contra os gestores responsáveis. FALTA DE RESPOSTA Segundo a decisão, a Prefeitura de Amargosa não havia respondido aos questionamentos apresentados pelo Ministério Público até a expedição da Recomendação nº 03/2026. A Promotoria de Justiça informou ter encaminhado quatro ofícios à Secretaria Municipal de Saúde solicitando informações e documentos que comprovassem a adoção de providências, mas não recebeu resposta da gestão. A “persistente ausência de manifestação” foi classificada pelo Ministério Público como uma inércia incompatível com a relevância do serviço de saúde mental. A situação motivou a elaboração da recomendação formal para que o município adote as medidas necessárias e regularize o funcionamento do Caps. Irecê “sai na frente” e Governo da Bahia abre licitação para projeto da 2ª Casa da Mulher Brasileira; entenda terça-feira, 18/08/2026 – 00h00 Por Mauricio Leiro / Eduarda Pinto Irecê “sai na frente” e Governo da Bahia abre licitação para projeto da 2ª Casa da Mulher Brasileira; entenda Fotos: Dinaldo Ferreira / TJ-BA O Governo da Bahia anunciou a abertura de uma licitação para a execução de um projeto da Casa da Mulher Brasileira em Irecê. A ação é o primeiro andamento de um projeto anunciado pelo governo estadual em 2023, para a ampliação da rede de segurança às mulheres em quatro regiões da Bahia. A Casa da Mulher Brasileira em Irecê, no Centro-Norte do estado, será a segunda da Bahia. A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) neste sábado (15). Conforme o anúncio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), a licitação emitida pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) prevê “a contratação semi-integrada de empresa especializada para elaboração de projetos executivos e execução da obra de implantação da Casa da Mulher Brasileira, no município de Irecê.” O edital será publicado nesta quinta-feira (21), juntamente com as informações de valores e previsão de vigência do contrato, e a licitação será aberta no dia 27 de outubro. A Casa da Mulher Brasileira (CMB) é um projeto do Governo Federal, criado na gestão de Dilma Rousseff (PT), como parte do “Programa Mulher Viver Sem Violência”. Com o objetivo de facilitar o acesso aos serviços especializados, o espaço reúne Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), Ministério Público, Defensoria Pública, acolhimento e apoio psicossocial. Atualmente, existem 13 unidades da CMB em funcionamento no país, sendo que uma delas está na capital baiana. O anúncio relacionado ao projeto da unidade em Irecê ocorre dois anos e oito meses após a inauguração da primeira Casa da Mulher Brasileira, em Salvador, em dezembro de 2023, com a presença da então ministra das Mulheres, Cida Gonçalves. Na época, foi anunciada a meta de construir outras três unidades no interior do estado, localizadas nos municípios de Feira de Santana, Irecê e Itabuna. Os três municípios que vão receber as unidades da CMB possuem unidades de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) ativas. Conforme informações disponibilizadas pelo Painel da CMB no Ministério das Mulheres, a Casa da Mulher em Irecê teve o termo de adesão assinado em 2024, com vigência até 30 de dezembro de 2028. A unidade será implantada na Avenida Raimundo Bonfim, no bairro Coopirecê. Foto: Painel de Monitoramento da Casa da Mulher Brasileira / Ministério das Mulheres O painel mostra ainda que as unidades de Feira de Santana, segunda maior cidade do estado, e Itabuna, no Sul da Bahia, estão em fase de “desenvolvimento de projetos executivos”. Os termos de adesão também foram assinados em 2024, com vigência até dezembro de 2028. Nas três cidades, o Governo Federal informou um investimento de R$ 9,498 milhões por meio do Ministério das Mulheres. O Bahia Notícias entrou em contato com o Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) para obter mais informações sobre o andamento da implementação das unidades na Bahia. Em nota, a SPM informou que a Casa da Mulher Brasileira é “uma importante estratégia de fortalecimento da política de enfrentamento à violência contra as mulheres, por reunir, em um mesmo espaço, diferentes serviços especializados da rede de proteção” e que confirmou o anúncio de expansão das unidades na Bahia. Especificamente sobre a unidade de Feira de Santana, o órgão garantiu que “a implantação integra as perspectivas de expansão da rede de atendimento”. VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER A criação das unidades da Casa da Mulher Brasileira na Bahia ocorre em um cenário onde a Bahia ocupa a 2ª posição no ranking de registros de lesão corporal dolosa, em contexto de violência doméstica contra mulheres, no Brasil. Considerando a taxa por 100 mil mulheres em 2025, o estado registrou o índice de 192,5, ficando atrás somente de Pernambuco que registrou 216,3, segundo os os dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2026), divulgados em julho deste ano. Os casos de feminicídio também chamam a atenção. A Bahia registrou o quarto maior número de feminicídios do país no último ano. Ao todo, 102 mulheres foram assassinadas por motivos ligados à condição de gênero. Confira a nota da SPM na íntegra: “Casas da Mulher Brasileira ampliam a rede de proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres na Bahia A Casa da Mulher Brasileira é uma importante estratégia de fortalecimento da política de enfrentamento à violência contra as mulheres, por reunir, em um mesmo espaço, diferentes serviços especializados da rede de proteção, promovendo acolhimento humanizado, atendimento integrado e encaminhamentos necessários para garantir os direitos e a segurança das mulheres. Atualmente, a Bahia conta com uma Casa da Mulher Brasileira em funcionamento, em Salvador. A unidade integra a rede de atendimento às mulheres em situação de violência e oferece serviços articulados com instituições estaduais (Tribunal de Justiça, Defensoria Público, Delegacia Especializada), contribuindo para reduzir reunidos no mesmo espaço, evitando a revitimizacao e o deslocamento das assistifas. Isso facilita o acesso à proteção e à garantia de direitos. Em relação à expansão da política no interior do estado, foi publicada no sábado , dia 15 de agosto licitação para construção da Casa da Mulher Brasileira no município de Irecê. Quanto à unidade anteriormente anunciada para Feira de Santana, a implantação integra as perspectivas de expansão da rede de atendimento.” Ex-diretora investigada por fuga de detentos anuncia ‘nova fase’ de influencer de educação jurídica

Investigada pela Justiça por ter facilitado a fuga de 16 detentos em dezembro de 2024, a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Neres, veio às redes sociais para anunciar uma nova fase voltada à produção de conteúdo informativo com foco em direito criminal. Em anúncio publicado na tarde desta segunda-feira (17), a ex-diretora deu início ao que autodenominou “uma nova fase da sua carreira”.

 

“A partir de hoje, este espaço tem um novo propósito: falar sobre direito de forma simples, clara e acessível”, declarou a ex-diretora da penitenciária em suas redes sociais. A mulher ainda afirmou que terá o direito bancário como tema central, mas que também sanará dúvidas dos seguidores sobre direito penal.

 

Joneuma ainda anunciou a publicação de seu primeiro quadro na plataforma, o “Fala Direito Comigo”, e recomendou a busca de profissionais competentes em casos mais complexos. No momento de publicação desta matéria, a ex-secretária já conta com mais de 3 mil seguidores em seu perfil.

 

Procurada pelo Bahia Notícias, a ex-diretora explicou que as redes sociais desenvolveram um ambiente confortável frente aos traumas desenvolvidos pelas investigações. Jounema contou que precisou lidar com uma série de transtornos psíquicos em meio às intervenções da Justiça. “O perfil foi um incentivo de uma colega e uma forma de lidar com todo aquele desânimo”, afirmou a mulher.

 

Bacharela em Direito com pós-graduação na área penal e administrativa, Neres acrescentou que, além de compartilhar seu conhecimento na internet, ela continua investindo em especializações enquanto cuida de suas filhas de 1 e 12 anos. “Estou tentando me reerguer, buscando evoluir”, completou a mulher.

 

 

 

HISTÓRICO
Joneuma foi diretora do Conjunto Penal de Eunápolis e é investigada por supostamente facilitar a fuga de 16 detentos no município de Eunápolis, situado no Extremo Sul da Bahia. Apurações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) constataram que o intermédio da investigada teria sido crucial para o sucesso do grupo criminoso.

 

Investigações apontaram que a mulher teria recebido mais de R$ 1,5 milhão do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) para permitir que os detentos deixassem o presídio. A ex-diretora também teria planejado fugir para o Rio de Janeiro com o líder do PCE. Conforme apuração do Ministério Público, lá, ela e o homem identificado como Dada ficariam sob a proteção do Comando Vermelho (CV), organização criminosa aliada ao grupo baiano.

 

Ela chegou a ser condenada à prisão em regime fechado em janeiro de 2025, mas uma decisão judicial alterou a pena para o regime domiciliar em março deste ano.

 

Além da investigação pelo suposto crime no município do Extremo Sul baiano, Joneuma teria cobrado o ex-deputado federal Uldurico Junior (PSDB) pelo que classifica como a falta de reconhecimento dos direitos da filha do casal. Segundo ela, o ex-parlamentar teria se recusado a registrar a filha de um ano, mesmo após exames de DNA comprovarem a relação parental.

 

“Eu luto pela dignidade da minha filha, independentemente da índole de seu genitor”, afirmou Joneuma em entrevista ao Bahia Notícias. Segundo ela, Uldurico posterga um direito básico de sua filha e que ela insistirá para que a criança de 13 meses tenha o nome do pai registrado em seu documento de identificação.

 

 

Bahia Notícias

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