O padre Karol Wojtyla que interrompeu uma missa após um tiroteio nas proximidades da igreja onde celebrava, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), lamentou a situação. O tiroteio ocorreu na noite do último sábado (15), enquanto uma missa era realizada na Matriz da Paróquia Santo Agostinho, no bairro de Areia Branca.
Segundo o g1, a celebração era transmitida ao vivo pelas redes sociais da igreja, e as imagens do momento começaram a circular nas redes sociais no domingo (16).
Questionado sobre as áreas onde os relatos de medo são mais frequentes, o religioso afirmou que o problema atinge toda a região, mas citou especialmente a localidade da Tenda. Segundo o padre, o medo tem alterado a rotina dos moradores, que evitam sair de casa à noite. Ele também relatou situações envolvendo crianças que, segundo ele, passaram a dormir no chão por medo dos disparos.
Durante o ocorrido, o padre permaneceu junto à comunidade e orientou o fechamento das portas da igreja como medida de proteção. Ele também tranquilizou os fiéis e conduziu uma oração, incluindo uma invocação a São Miguel Arcanjo.
Segundo a Arquidiocese de São Salvador da Bahia, a atitude do sacerdote foi prudente e responsável diante da situação. Em nota, a instituição informou que tomou conhecimento do ocorrido nas proximidades da Matriz da Paróquia Santo Agostinho e se solidarizou com o padre e com a comunidade paroquial.
“A Arquidiocese se solidariza com o padre Karol Wojtyla e com a comunidade paroial e reforça seu compromisso com a preservação da vida e a segurança dos fiéis”, informou. Ainda de acordo com a Arquidiocese, o fechamento das portas teve como objetivo preservar a vida e a integridade das pessoas que estavam dentro do templo.
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